Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios surgem como alternativa de captação de recursos para construtoras médias.
A concentração do crédito bancário em grandes empresas limita o acesso de pequenas e médias construtoras ao financiamento. Nesse contexto, os FIDCs surgem como uma alternativa capaz de avaliar a viabilidade e o fluxo financeiro de cada projeto, contribuindo para a continuidade das obras e o desenvolvimento do setor
9/15/20262 min ler


O mercado de construção civil é caracterizado pela pulverização, mas o financiamento para a produção imobiliária permanece concentrado em empresas de grande porte.
Segundo dados setoriais, o país conta com 165,8 mil empresas de construção, que empregam 2,5 milhões de pessoas e geram R$ 484,2 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços.
A média nacional é de apenas 15 funcionários por empresa, o que indica a predominância de companhias de menor escala que encontram barreiras nas exigências de garantia dos bancos tradicionais. Pelo critério do BNDES, apenas empresas com receita operacional bruta anual superior a R$ 300 milhões são consideradas de grande porte.
Estima-se que apenas 0,7% das construtoras brasileiras se enquadrem nessa categoria, enquanto mais de 95% pertencem ao segmento de micro, pequenas e médias empresas. Essa disparidade afasta a maior parte do setor produtivo das linhas de crédito convencionais, especialmente em empreendimentos com Valor Geral de Vendas (VGV) abaixo de R$ 100 milhões. Nesse cenário, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) surgem como alternativa de captação de recursos para construtoras médias.
De acordo com André Luiz Haas Caruso, CEO da Pilar Capital, a análise destas estruturas foca na viabilidade econômica e no fluxo financeiro do projeto, e não apenas no porte da empresa corporativa. O modelo atende desde projetos de R$ 5 milhões até obras que superam R$ 300 milhões.
A busca por fontes alternativas de financiamento foi intensificada após a retração do crédito bancário tradicional.
Em 2025, dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontaram queda no volume de recursos destinados à produção imobiliária, influenciada também pela redução dos saques na caderneta de poupança registrada pela Abecip.
Sob o impacto de juros básicos elevados, o crédito estruturado via FIDCs atua como canal para a manutenção do cronograma de obras e da contratação de mão de obra local.
ACESSE A MATÉRIA: https://www.ademi.org.br/mercado-imobiliario-busca-alternativas-de-credito-fora-dos-bancos
11 3195-8600
© 2025-2026. Pilar Capital | Todos os direitos reservados.
Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777, 9° andar - Sala B, Jardim Universidade Pinheiros, São Paulo/SP - CEP 05477-000
Rua Lauro Muller, 116, 19° andar - sala 1905 Botafogo, Rio de Janeiro/RJ - CEP 22290-160
Contatos
Nossos escritórios
Assessoria de Imprensa
Priscila Oliveira - 11 98171-4242
Fabrizio Gueratto - 11 98272-8676
Mídias


